2010
05.25

Foi bom enquanto durou. Após uma decisão polêmica, o gratuito Google Analytics está a um passo de não produzir mais estatísticas confiáveis sobre visitas de sites.

Nesta terça-feira (25), o Google anunciou ter criado uma extensão para Internet Explorer, Firefox e Chrome que barra o envio de dados do computador quando uma pessoa entra em uma página que usa o Javascript do Google Analytics. O que isso significa? Que qualquer um pode navegar pelos sites monitorados pelo serviço como um fantasma: ninguém jamais saberá que a pessoa passou por ali, nem quanto tempo permaneceu ou quais páginas visitou.

É uma bomba nuclear na confiabilidade das estatísticas, das quais dependem possivelmente milhões de empresas e usuários. Não são poucos os sites que se baseiam nesses números para monitorar a audiência. Decisões são tomadas de acordo com os dados apresentados pela ferramenta. Agora, no entanto, ninguém poderá saber se a audiência caiu realmente ou se um monte de gente decidiu sumir, usando o plug-in do Google.

O pessoal de Mountain View justificou a decisão, dizendo que deseja respeitar a privacidade do usuário. Será? Desde quando é possível descobrir a identidade de um visitante pelo Analytics? Já era de se esperar que a medida causasse revolta. Usuários deixaram comentários raivosos nos posts do Google nos blogs do Analytics e do Google Public Policy.

Um deles chegou a mencionar um possível motivo para a mudança: “Seria uma maneira de melhorar as vendas do Urchin?” Para quem não sabe, Urchin é a ferramenta não-gratuita de monitoramento de sites que o Google comprou, tempos atrás, e deu origem ao Analytics. Uma licença custa cerca de US$ 3 000. É caro, mas ainda sai mais barato do que adotar soluções como o Omniture. Vejam que curioso. O Urchin não precisa de código Javascript para monitorar páginas – justamente o que a extensão vai bloquear. Curioso, não?

Ainda que não se sabe se os internautas se preocupam com isso e se o complemento será instalado em milhares de máquinas. Mesmo que ninguém faça isso, sempre haverá uma dúvida. E ela só poderá resolvida com o uso de outro serviço, que não falseie as estatísticas sobre os visitantes de um site.

Fonte: INFO Abril

2010
05.25

SÃO PAULO – Deixando o beta de lado, o Google deu as boas-vindas aos usuários de Mac (OS X) e Linux nesta terça-feira com a primeira versão estável do navegador Chrome para ambos os sistemas operacionais.

O anúncio vem pouco mais de um ano depois dos desenvolvedores de Mountain View terem liberado a edição de testes, considerada pelos usuários das duas plataformas como “modesta” devido aos poucos recursos fiéis à popular versão para Windows.

A partir de hoje, todavia, as novidades mais populares do Chrome estão disponíveis para todos os SO, incluindo a sincronização completa de preferências pessoais, as configurações de zoom e o gerenciador de extensões.

Segundo a companhia, os usuários de Mac e Linux que já possuem a versão beta instalada recebem a atualização para a estável automaticamente enquanto navegam pela web.

Mês passado, a Net Applications revelou que o navegador Google Chrome aumentou sua participação pelo décimo mês seguido e encerrou março com 6,13% do mercado. Será que, com essa  versão estável, o número crescerá mais?

Fonte: INFO Abril

2010
05.24

Veja só como são as coisas: em 7 de outubro de 2007, a diferença entre o valor de mercado da Microsoft e o da Apple era de US$139,36 bilhões; em 13 de agosto de 2008, já havia caído para US$98,64 bilhões; até 12 de novembro de 2009, despencou mais ainda, para US$78,76 bilhões; há bem pouco tempo, no começo de março, a variação estava em US$50,36 bilhões.

Hoje, pessoal, com a NASDAQ:AAPL registrando uma alta de 1,83% e a NASDAQ:MSFT uma queda de 2,12%, os valores de mercado (market cap) de ambas as empresas estão em, respectivamente, US$224,52 bilhões e US$230,23 bilhões. Sim, é isso mesmo que você leu: a diferença entre as duas agora é de apenas US$5,71 bilhões.

Senhoras e senhores, é bem capaz que vejamos esse quadro se inverter ainda nesta semana, se o ritmo de hoje continuar nos próximos dias. Com a WWDC 2010 se aproximando, a Apple tem uma oportunidade muito grande de ocupar e se estabelecer no posto de segunda maior empresa de capital aberto dos Estados Unidos.
2010
05.24

O Reputation Institute — organização internacional que estuda a reputação de corporações — divulgou hoje através de um artigo publicado na Forbes.com a sua lista das empresas de melhor reputação no mundo.

Para determinar a pontuação das empresas, o estudo levou em consideração as companhias mais bem reconhecidas, confiáveis e respeitadas pelo público em geral de 24 países. A Apple aparece na sexta posição, com 76,29 pontos.

Razões pela sua colocação: Depois de lançar sua nova tablet, o iPad, neste ano, a Apple conquistou os consumidores com sua inovação em produtos e serviços. O fundador e chefe executivo Steve Jobs também construiu uma marca forte sob sua liderança. Consumidores olham para a Apple como uma companhia com visão para o futuro.

Eis o ranking das dez primeiras, encabeçado por Google, Sony e Walt Disney Company:

Curiosamente, a Microsoft só aparece na 11ª posição, com 74,47 pontos. Nenhuma firma brasileira aparece no ranking.
2010
05.23

O Google anunciou esta semana que a plataforma Android passará por uma grande atualização. A versão 2.2, conhecida como Froyo, introduz uma série de novos recursos, incluindo a integração de novas funcionalidades, serviços de desenvolvimento aprimorados e APIs adicionais.

Novas Funcionalidades

Entre as novas funcionalidades, o Google descreve a introdução de um widget com dicas para ajudar novos usuários a como configurar a tela inicial, também será oferecido a partir de agora, botões dedicados para acesso ao telefone, tela de dicagem e navegador em todas as cinco telas personalizáveis do Android.

O Android 2.2 também integra, de forma nativa, um suporte a plataforma Exchange, pemitindo que os usários tenham uma melhor segurança, possibilidade de formatar o aparelho em caso de roubo, interoperabilidade com agendas, sincronização com Exchange 2007 (ou superior) e acesso a lista de e-mails globais.

Em relação a galeria de fotos e câmera, a empresa destacou a implementação de utilização de gestos para a visualização de fotos. No caso da câmera, uma nova interface oferece acesso ao controle de zoom, flash, balanço de branco, geo-tagging, foco e exposição. A opção de gravação de vídeos também passa a oferecer modos a escolha de qualidade e tamanho de vídeos para MMS e YouTube. A funcionalidade de LED Flash também viabiliza a possibiliadde de filmar vídeos a noite ou em locais com baixa luminosidade.

Para tornar o compartilhamento de internet 3G ainda mais cômodo, o Android 2.2 chega preparado para transformar os mais atuais Android Phones em hotspot Wi-Fi, cuja a capacidade será de até 8 dispositivos (ou através da conexão de um cabo USB em aparelhos sem tecnologia Wi-Fi). Entretanto, o uso do cabo USB está limitado inicialmente a apenas aos sistemas Windows e Linux.

Outra mudança, em certo ponto muito interessante, está na possibilidade de adicionar múltiplas linguagens ao teclado. A mudança é bem vinda para quem precisa escrever em diversos idiomas e necessita que as auto-sugestões do dicionário respeitem melhor os dados inseridos.

No quesito perfomance, o Android 2.2 mostra para que veio. Utilizando o motor javascript do Google Chrome, o V8, o navegador móvel agora é capaz de renderizar páginas com extrema rapidez. O boot do sistema também passou a ficar de 2x a 5x mais rápido quando comparado com o Android 2.1. O gerenciamento da memória também foi aprimorado e apresenta desempenho de recuperação até 20x mais rápido, o que torna a mudança de aplicativos suave em dispositivos com memória limitada.

Novas soluções de Desenvolvimento

Os desenvolvedores agora têm uma nova API para backup de dados de aplicativo, que é realmente útil se você quiser mudar para um dispositivo novo com Android ou deseja instalar uma versão personalizada do Android.

Há também uma API para enviar dados para um telefone Android a partir de outro dispositivo. Por exemplo, você será capaz de enviar um link a partir do seu computador para o telefone Android e do telefone irá automaticamente abrir o browser e navegar para o endereço da web. Você também pode enviar arquivos e instalar aplicativos no seu computador através da nuvem.

Android Market ganhará uma nova interface web, cuja as aplicações podem se auto-atualizar ou você pode rapidamente instalar todas as atualizações, ao invés de instalar manualmente cada atualização. Outra mudança é que as aplicações podem ser transferidas para o cartão SD. O Google também anunciou que adquiriu SimplifyMedia, empresa que desenvolveu algumas aplicações interessantes para streaming de música.

Fonte: Google Discovery

2010
05.23

O Google não quer mais brincar de siga o mestre. Com o Android Froyo, a Google TV, a publicidade móvel e a mídia em streaming, o Google não está mais interessado em mostrar que é tão importante quanto a Apple. Ele passou à frente.

A conferência Google I/O foi estonteantemente densa, com novos anúncios vindo de praticamente todos os cantos do universo Google. As notícias mais carnudas vêm diretamente dos campos de batalha mais intensos da empresa: o Android Froyo (codinome da versão 2.2), uma variedade de novos e inteligentes serviços de internet na nuvem e uma plataforma de publicidade mobile junto com a Google TV marchando em batalha contra produtos similares da Microsoft e, mais notavelmente, da Apple.

Os últimos 18 meses foram, para o Google, um período de corrida desesperada atrás da Apple, no qual vimos o Android alcançar a paridade de recursos com o iPhone OS – e até passar em algumas -, o Android Market explodir e a confiança do Google aumentar aos poucos. A Apple vinha ditando o tom da batalha. Apesar da competição ser acirrada, a Apple estava lutando nos seus termos.

O Google cansou disso. No espaço de dois dias, ele tomou a dianteira de um modo espetacular: o Android igualou-se ao iPhone OS de maneiras previsíveis e deixou-o  no chinelo em outras (Flash móvel pode não ser tão horrendo quanto a Apple vem dizendo); eles invadiram a sala de estar com uma dedicação e um vigor que fazer a Apple TV parecer uma ideia de estagiário; eles chegaram rasgando no mercado de publicidade móvel com um plataforma tão sólida quanto a da Apple e, mais importante, cheia de parceiros anunciantes; eles deram passos gigantes na computação em nuvem e no streaming — o tipo de coisa que os nerds discutem muito, mas não esperavam ver tão cedo.

“Nós descobrimos algo bacana: chamamos de internet”

Nós aqui do Gizmodo destilamos muito veneno sobre a falta de sincronização de mídia do Android e que parecia um sistema de sincronia meia-boca. As partes não somavam um inteiro. Não havia necessidade de sincronizar o seu aparelho com um desktop na maior parte do tempo, mas também não havia um modo fácil e bem pensado e transferir mídia. Os apps eram manuseados exclusivamente no App Market do telefone, o que era um saco. A experiência estava quebrada, por isso as pessoas reclamavam. Por que não podíamos ao menos ter algo parecido com o iTunes para essas coisas?

Bem, agora sabemos por quê. Com o Android Froyo, os apps são sincronizados sem fio entre o seu navegador de internet no desktop e o seu telefone. As músicas são entregues via streaming pelo 3G. E endereços de destino num mapa, termos de busca, páginas da web e potencialmente um monte de outras coisas podem ser enviadas para o seu telefone pelo seu navegador no desktop ou num notebook. O “Sync”, do jeito que a Apple o inventou, subitamente se tornou lento, feio e cansado. O novo sync é instantâneo, menos redundante e faz muito mais sentido. E o novo sync pertence ao Google.

Propaganda é a alma do negócio

Sem contar os sempre presentes problemas técnicos, a apresentação do Google foi surpreendentemente segura de si. Principalmente durante a apresentação do AdSense Mobile. Vimos o Google apresentar algo bem parecido com o que Jobs apresentou com o iAds, incluindo o mantra “os usuários não gostam de sair dos apps”.

Mas a apresentação da Apple foi sobre uma nova plataforma de publicidade. Vamos ser francos: ugh. Vocês fizeram uma moldura bonitinha para propagandas, Apple? O público não se importa com isso, porque, bem, nós não gostamos de propagandas. Os desenvolvedores também não se empolgaram demais, porque o sistema da Apple era novo, não havia provas da sua eficácia e, pra falar a verdade, não era assim tão interessante.

A apresentação do Google foi mais sagaz: eles não precisaram ficar falando sobre o mecanismo dos anúncios, porque, para o Google, o AdSense móvel é só uma ponte dos seus centenas de milhares de anunciantes já existentes para todo o qualquer telefone tocado pela empresa. Quando a gente se foca neste lado das coisas que fala sobre produtos e gadgets, é fácil esquecer que o Google é, principalmente, uma empresa de publicidade. A Apple pode apresentar anúncios bonitinhos o quanto ela quiser, mas o Google tem um histórico de vender.

Apple TV sem Ibope

A Apple TV definhou não por falta de potencial, mas por falta de ambição. É como se a Apple tivesse decidido invadir as nossas salas de estar, desenvolvido a máquina para isso, mas aí desistido no meio do caminho, quando viu que o sucesso não foi imediato. Ao fazer isso, eles jogaram fora uma vantagem de vários anos que seria útil agora.

A Google TV é um produto diferente da Apple TV — é mais como um sucessor do TiVo do que um Mac Mini aleijado — mas isso é só porque o Google está com uma conduta muito mais agressiva. Em vez de uma simples caixinha para complementar a sua TV, o Google que dominá-la toda. Eles querem combinar a TV com a internet de um modo real, não com widgets sem graça e lojas de conteúdo. Eles querem desenvolvedores de apps, parceiros de hardware, parceiros de conteúdo e tráfego de buscas, o que para nós se traduz em aplicativos, toneladas de opções de hardware, muito conteúdo e uma janela real para a internet. Onde a Apple TV tinha o iTunes, a Google TV terá Amazon, Netflix, YouTube e Hulu. Onde a Apple TV tinha um repositório isolado de conteúdo pago e baixado, a Google TV terá uma massiva seleção de conteúdo, grátis e pago, complementando os seus canas de TV, e não teimosamente isolado deles.

Google atingindo a maioridade

No passado, o Google sempre chegou atrasado às festas, e raramente ultrapassava a Apple no que quer que fosse. O iPhone criou as regras da guerra mobile, com o iTunes e a App Store impondo sua ameaçadora estatura sobre qualquer desafiante, incluindo o Android.  A Apple TV chegou em 2007. O iPad é a medida de comparação para todo e qualquer tablet a ser lançado. Através dos seus sucessos, a Apple definiu uma visão: é uma empresa que adora estar no controle, que mudou o significado e a importância dos “apps” e que se vê dominando praticamente todos os aspectos da vida tecnológica dos seus usuários. É uma visão que ignora a nuvem, a menos quando inevitável. E é uma visão com prazo de validade.

O Google também tem uma sede de dominação, mas eles têm uma visão própria: uma visão dos celulares e computadores conectados de maneira descomplicada — revolucionária e mágica, poderíamos acrescentar — pela internet; uma visão que prevê mídia que vem por streaming quando você precisa e desaparece quando você não precisa mais; uma visão que vê a televisão como uma extensão da internet, não como uma tela burra.

O Google tem muito trabalho pela frente. O Android está fragmentado, com boa parte dos seus usuários atuais incapazes de atualizar seus aparelhos para aproveitar as novidades da nova versão. Qualquer produto de TV leva anos para chegar até a casa do consumidor médio. Streaming de mídia é uma inevitabilidade, mas a infraestrutura para fazer isso direito ainda não está disponível, e o que o Google mostrou na sua conferência não resolve todos os problemas. (Não há um componente para vídeo em seu novo software de streaming de áudio baseado no Simplify Media, por enquanto.) Mas ao ouvir um Vic Gundotra, mais poderoso e o audacioso do que nunca, falar sobre o futuro de cada empresa, especialmente depois de uma série de apresentações semi-decepcionantes do Steve Jobs, eu vejo o Google passando à frente nesta guerra. E com uma vantagem impressionante.

Fonte: GIZMODO

2010
05.22

A Google TV foi anunciada na quinta-feira. Acabamos não nos apressando para comentar porque queríamos explicar tudo direitinho e mostrar sobre o que ela (não) representa para nós brasileiros. Pronto para conhecer a nova proposta do Google para dominar a sua sala? Três minutinhos.

É uma plataforma de software…

Você sabe como o Nexus One é um hardware feito pela HTC que roda o Android, um software feito pelo Google? É assim que a Google TV funcionará. Em resumo, a Google TV é uma plataforma. Um software. Os fabricantes terão de aparecer com seus aparelhos para fazê-la funcionar.

…Que a Logitech, Sony e DISH darão suporte…

Hoje, só temos certeza que veremos a Google TV em três lugares: um set top box da Logitech, TVs da Sony (e em um tocador de blu-ray) e no novo receptor da DISH, uma companhia de TV por satélite dos EUA. Não há previsão de lançamento de qualquer uma delas no Brasil. Todos esses equipamentos têm algumas coisas em comum: um processador Atom (ou melhor), placa de vídeo dedicada, saída HDMI, Bluetooth, infravermelho, Wi-Fi, e Ethernet, tudo isso com suporte a um teclado e algo para apontar, bem como controle remoto tradicional como o Logitech Harmony. Pelo que entendemos até agora, todos estes produtos estarão disponíveis na Best Buy dos EUA provavelmente em novembro de 2010.

…Que funciona com os receptores atuais de TV a cabo/satélite dos EUA…

Equipado com um controle para mudar os canais, a Google TV pode ficar junto da sua atual infraestrutura de áudio e vídeo. Então, mesmo que tenhamos novos aparelhos sendo fabricados, eles serão compatíveis com qualquer coisa que você esteja usando agora, com todos os pacotes de TV por assinatura pelos quais você pagou.

…Que funciona como a busca do Google…

Quando você ligar qualquer aparelho com Google TV, a sua tela inicial será uma barra de buscas simples. Você escreve o que quer assistir. Isso pode ser um canal de TV, permitindo a você sintonizar nele. Ou pode ser um programa, e a busca apontará para lugares onde você pode encontrar isso – seja por um canal da sua TV a cabo, Netflix ou algum lugar na internet.

…Que junta a web com a TV…

Digamos que você queira assistir a algo que só exista no serviço de streaming da Amazon. Você será levado à página da Amazon através do Chrome, onde o vídeo passará. É óbvio que vários sites parecerão meio horríveis em uma TV de alta definição, e por isso mesmo o Google pede a esses sites que os otimizem para a Google TV (kits de desenvolvedores serão disponibilizados em 2011). Com essa mistura de internet e televisão, dá para ver múltiplas fontes de informação em vários pedaços de tela. Então dá pra assistir um jogo enquanto se lê um blog com comentários em outro lugar da tela, ao mesmo tempo.

…Que combina a sua TV com o celular…

Graças às exigências de hardware da Google TV como Bluetooth e Wi-Fi, você poderá checar uma página no celular com Android e transmití-la na TV. Dá pra usar também o sistema de reconhecimento de voz do smartphone com Android, fazendo possível que você controle a TV só de falar com ela.

…Quer roda aplicativos…

Ah, a Google TV inclui acesso completo ao app store do Android. E o Google garante que basicamente qualquer aplicativos rodará direitinho na plataforma – sem contar os que usam funções específicas de celular, claro. Mas quando o SDK ficar disponível em 2011, podemos esperar aplicativos específicos para a Google TV também.

…Que roda coisas em Flash…

Eu tenho certeza que a platéia foi ao delírio na hora que foi feita essa demonstração. E quando o Google diz Flash, ele quer dizer vídeos e jogos.

…Que ainda tem alguns truques na manga…

Até agora, o Google mal começou a explorar as possibilidades do que parece ser uma integração sem paralelos entre o que a TV e a internet podem fazer, mas eles demonstraram pelo menos um negócio absolutamente sensacional: selecionar o closed caption junto com o Google Translate – legendando um programa em tempo real. Apenas tente dizer pra gente que isso não é genial. (Nós traduziremos qualquer comentário negativo para uma língua que não entendemos, em tempo real).

…Que não é o Chrome OS…

Sabe o Chrome OS? A Google TV e seus aplicativos não têm qualquer coisa a ver com ele. Não no momento, pelo menos.

…E que não funcionará no Brasil decentemente.

Comprar temporadas de seriados no Netflix, ver programas que acabaram de passar por streaming, no Hulu, alugar filmes pelo Zune. Esses são alguns exemplos de coisas que os brasileiros não podem fazer por restrição de área. São justamente as coisas que a Google TV integra direitinho. Se tivéssemos substitutos à altura (A Saraiva Digital, infelizmente, não serve) até que poderíamos pensar, mas não é o caso. Além disso, a maioria dos nossos receptores de TV a cabo também é fajuta. Apenas nos pacote mais caros, digitais, temos caixinhas com mais funções, que poderiam ser integradas.

Ainda há um lobby para que o sistema “interativo” das TVs seja o Ginga, que ainda não decolou. E, para completar, a Sony nos falou que não há qualquer plano para trazer suas TVs com Google TV pra cá por ora. Mas bom, a ideia é bem legal e o que nos resta é esperar que dê certo, para que o Google e seus parceiros vejam a possibilidade de trazer coisas parecidas pra cá. A verdade, ao menos para mim, é que enquanto não posso comprar conteúdo decente e atual pela TV, procuro modelos que toquem arquivos .mkv sem problemas.

Fonte: GIZMODO

2010
05.21

Anatel

SÃO PAULO – Saltar dos usuais 1 Mbps para até 10 Mbps. Isso é o que vai proporcionar a implantação da tecnologia 4G, ou Long-Term Evolution (LTE), para celulares e smartphones compatíveis com o novo formato. O 4G é uma evolução dos padrões GSM/CDMA/WCDMA/TD-SCDMA.

Já disponível em Estocolmo e em outras 30 cidades da Suécia e da Noruega, o 4G está em processo de implantação em cidades dos Estados Unidos, do Japão, e em outros países da Europa. Em alguns casos, com poucos usuários conectados a rede, a velocidade de tráfego pode chegar a 100 Mbps.

Segundo Jesper Rhode, 44 anos, chefe de inovação de negócios da Ericsson, empresa especialista na implantação do padrão, o 4G vai deixar para trás o estigma de que a velocidade de transmissão de dados sem fio é mais lenta do que a via cabo. “O 4G consegue ser tão veloz ou até mais rápido do que a banda larga vigente hoje”, diz ele.

Para implantar o 4G Brasil, as operadoras esperam a definição da Anatel sobre quais faixas de frequência estariam disponíveis para utilização. Segundo Rhodes, o custo para as operadoras não seriam altos, uma vez que toda a estrutura dos padrões EDGE/3G seria reaproveitada.

Como qualquer nova tecnologia, os aparelhos compatíveis com o padrão 4G devem ter um custo elevado inicialmente. Com o tempo, os preços devem diminuir.

Sobre a concorrência com o padrão WiMax (Worldwide Interoperability for Microwave Access), que pode atingir uma velocidade de tráfego de até 1 Gbps em um raio de 50 km, Rhodes minimiza a competição. “Recentemente, um fabricante anunciou ter chego a marca de 2 milhões de aparelhos WiMax produzidos contra 4,8 bilhões para o formato GSM/3G. Dentro desse quadro, o 4G sempre será mais barato.”

No ano passado, a Universidade Federal do Espirito Santo iniciou testes em Vitória a fim implantar uma rede WiMAX em municípios do interior do Estado. A rede poderia ser utilizada para comunicação dos orgãos públicos e para fornecer banda larga a população.

Fonte: INFO Abril

2009
08.29

As operadoras de telefonia móvel Claro, TIM e Vivo vão iniciar, nesta sexta-feira (28), a venda do iPhone 3GS no Brasil. Os preços dos aparelhos variam muito: dependem do plano selecionado pelo cliente e também da capacidade de armazenamento do aparelho, que pode ser de 16 GB ou de 32 GB.

Novo iPhone 3GS

Novo iPhone 3GS

A TIM foi a primeira a revelar os valores do produto, na noite de quinta-feira (27): se o usuário optar por um modelo pré-pago de 32 GB, ele terá de desembolsar, por exemplo, R$ 2.249.

Entre os pós-pagos, o preço mais baixo (R$ 999) refere-se ao aparelho de 16 GB, dentro do plano TIM iPhone 500, que sai por R$ 299 mensais. Esse valor dá direito a 400 minutos de ligações para qualquer TIM, cem minutos para demais operadoras móveis ou fixas, 200 torpedos para qualquer TIM, 50 para demais operadoras e pacote de dados com 1 GB. Já o valor de R$ 1.899 é cobrado pelo modelo de 32 GB dentro do plano TIM iPhone 100, que custa R$ 93 mensais.

Já pela Vivo, o modelo de 32 GB sai R$ 999, enquanto o de 16 GB custa R$ 749. Os preços menores são compensados pelo valor do plano Vivo iPhone Completo, que está atrelado aos valores. Por R$ 585 mensais, o cliente tem direito a 1.400 minutos locais para celular e fixo, acesso ilimitado à internet e 150 torpedos, entre outras vantagens por tempo limitado de seis meses (1.400 minutos locais para vivo e 1.400 torpedos para Vivo).

Apesar do lançamento, até a manhã de sexta-feira a Claro ainda não havia anunciado os preços de comercialização do iPhone 3GS. Nos EUA, o aparelho custa entre US$ 199 e US$ 299 (16 GB e 32 GB, respectivamente), dependendo do plano de assinatura.

Segundo a Apple, a nova geração do telefone multimídia – lançada em junho nos EUA — é duas vezes mais rápida que seu antecessor, o iPhone 3G.

A capacidade de transmissão de dados do novo aparelho é de até 7,2 Mbps (megabits por segundo), contra 3,6 Mbps do iPhone 3G. A câmera do aparelho terá 3 megapixels e capacidade para gravar vídeos. O smartphone também ganhou novo processador e é capaz de carregar programas em metade do tempo de seu antecessor.

Além de fazer ligações via comando de voz, os usuários poderão controlar o iTunes apenas com a fala. O aparelho tem uma bússola digital integrada, para facilitar a localização dos usuários em mapas.

Fonte: G1

2009
08.14
Novo navegador RockMelt

Novo navegador RockMelt

SÃO PAULO – Quem navegava em meados da década de 90 tem 9 chances em 10 de ter usado o Netscape. O browser sumiu da web, mas o seu criador, Marc Andreessen, está envolvido na criação de uma nova peça, segundo o The New York Times.

Agora financista do Vale do Silício, Andreessen está a frente de uma start-up chamada RockMelt, que está construindo um novo navegador, segundo fontes da publicação americana.

O jornal ainda diz que o criador do Netscape considera seu novo invento diferente dos demais, pois é o único que acompanha o ritmo da evolução da web. A vantagem, diz ele, é que a RockMelt recomeça do zero, enquanto os rivais se adaptam a um  complexo conjunto de sites e aplicações da nova internet.

Antes dominante no mercado dos browsers, o Netscape já chegou a ter 90% dos internautas usando sua plataforma. A Microsoft, porém, acabou derrubando a hegemonia do browser de Andreessen e, anos mais tarde, o Netscape não resistiu ao que muitos chamam da “Primeira Guerra dos Navegadores” – perdendo espaço para Mozilla Firefox, Safari, Opera, por volta de 2003.

O novo projeto da RockMelt ainda não tem muitos detalhes divulgados, mas quer repetir o sucesso do Netscape, todavia, sem cair no esquecimento. A companhia já possui um website com um logotipo que pode servir como emblema do futuro browser. Na página, os usuários já podem se cadastrar para receber notícias do projeto.

Fonte: Info Abril